Breve Histórico

Breve histórico

O projeto do CENTD - Centre of Excellence in New Target Discovery, foi selecionado por um comitê de cientistas escolhido pela FAPESP e pela GSK, visando o fomento à pesquisa colaborativa entre universidade e indústria, com algumas características consideradas prioritárias para assegurar que o Centro atinja os objetivos propostos, como a produção de ciência de primeira classe, o compromisso da instituição-sede em oferecer apoio adequado para o Centro funcionar, e a participação de pesquisadores da empresa trabalhando junto com os pesquisadores do Instituto de Pesquisa.

O CENTD, é portanto, é fruto de uma parceria do Instituto Butantan com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e com a Farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK).

Foi inaugurado em 21 de julho de 2017, e tem por objetivo validar alvos terapêuticos que possibilitem a criação de novos fármacos para doenças de base inflamatória, como artrite reumatoide, síndrome metabólica e doenças neurodegenerativas. Utiliza produtos naturais, como venenos e secreções animais, na validação dos alvos terapêuticos, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos fármacos.

É coordenado pela pesquisadora Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, que é a investigadora principal. Há também um coordenador adjunto, Isro Gloger, que é um pesquisador qualificado, apontado pela GSK, que atua como pesquisador visitante na instituição-sede com o objetivo de assegurar que a instituição parceira seja envolvida em todas as decisões e na operação cotidiana do Centro, fazendo arte das reuniões e das discussões de todos os projetos.

O CENTD segue as normas do Programa FAPESP de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) e dos Centros de Pesquisa em Engenharia apoiados pela Fundação, para a realização de pesquisas de longo prazo com empresas, o que possibilita a geração compartilhada de conhecimento em áreas de interesse comum, com grande potencial para aplicação de resultados.

O projeto teve aporte financeiro de R$ 24 milhões. A FAPESP investiu R$ 12,7 milhões e a GSK R$ 11,3 milhões para compra de equipamentos, reagentes e contratação de pós-doutorandos. Em contrapartida, o Instituto Butantan deverá fornecer, ao longo de cinco anos, toda a infraestrutura e os recursos humanos para a efetivação da pesquisa, o que equivale a aproximadamente R$ 33 milhões.

A interação com a GSK, durante todo o processo de seleção e, agora, no apoio ao Centro, foi muito efetiva, pelo fato de a empresa conhecer e valorizar a ciência e ter objetivos de pesquisa com ousadia e potencial de impacto internacional”, explica Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Para Isro Gloger, diretor do Programa Trust in Science da GSK, o Centro é um verdadeiro reflexo da excepcional parceria público-privada que a GSK estabeleceu com a FAPESP no Brasil. “Esta parceria apoia o excelente nível científico que existe no país e, em particular, as novas abordagens que o Instituto Butantan pode aplicar à descoberta de um novo alvo de relevância na área de Imunoinflamação, que promissoramente, abrirá caminho para o desenvolvimento de medicamentos inovadores para tratar doenças”, afirma Isro.