Grupos de Pesquisa


Ana Marisa Chudzinski Tavassi

Venenos, toxinas e moléculas citoprotetoras como ferramentas para a busca de novos alvos moleculares
Ana_Team

A literatura tem demonstrado que condrócitos senescentes estão associados à degeneração da cartilagem, que é comumente observada na patogênese de doenças articulares, como artrite reumatoide e osteoartrite (OA). Venenos e secreções animais são uma rica fonte de moléculas com diferentes atividades biológicas, incluindo ações pré- e anti-inflamatórias. Nesse projeto, construímos um biorepositório com venenos animais e suas frações. Esses compostos serão aplicados em culturas celulares que mimetizam o ambiente articular. Utilizando técnicas bioquímicas e de biologia molecular associadas à bioinformática, pretendemos identificar e isolar moléculas com atividade anti- e pro-inflamatórias. Essas moléculas poderão ser utilizadas para a descoberta de novos alvos para a tratar doenças incuráveis. Nós também estudamos candidatos à fármacos obtidos a partir de venenos e secreções animais com propriedades citoprotetoras e antitumorais. Esses candidatos podem ser utilizados como ferramentas para a descoberta de novas vias de sinalização ou de moléculas chave que podem ser utilizadas na terapia da inflamação e câncer.

Catarina Teixeira Team

Estudos do efeito inflamatório induzido pelas metaloproteinases dos venenos de serpente e outras moléculas bioativas na articulação de tecido celular em cultura.
Catarina_Team

A osteoartrite (OA) é reconhecida como uma doença inflamatória crônica, caracterizada pela secreção de mediadores inflamatórios e acúmulo de diversos tipos de células inflamatórias no espaço articular, degeneração de cartilagem e osso, e estreitamento do espaço articular. Dentre as células articulares constitutivas, a ativação de sinoviócitos é importante no desenvolvimento da inflamação persistente e dano articular observados da OA, e adipócitos articulares estão envolvidos neste processo pela sua capacidade da liberação de mediadores inflamatórios. Além disso, sabe-se que a combinação de diferentes tipos celulares nas articulações resulta na produção de diversos mediadores inflamatórios e metaloproteinases de matriz (MMPs) no fluido sinovial, levando ao desenvolvimento e/ou amplificação da inflamação articular. As MMPs são capazes de influenciar a cartilagem (degradação) e metabolismo da sinóvia. Entretanto, o papel das MMPs na ativação da resposta inflamatória dos sinoviócitos do tipo B, pré adipócitos e adipócitos continua desconhecido. Nosso projeto tem como objetivo investigar os efeitos de metaloproteinases do veneno de serpente que compartilham homologia funcional e estrutural com MMPs inflamatórias de mamíferos em sinoviócitos do tipo B, pré adipócitos e adipócitos, com foco na produção e liberação de mediadores inflamatórios e as vias de sinalização envolvidos em seu efeito.

Denise Tambourgi

Efeitos pró inflamatórios de venenos animais em células envolvidas em doenças articulares e remodelamento tecidual.
Denise_Team

A mariposa brasileira Premolis semirufa, usualmente chamada de pararama, é um parasita da seringueira do gênero Hevea. O contato com suas cerdas causa sintomas de inflamação aguda. A reação inflamatória crônica, frequentemente, ocorre após múltiplos contatos, e esta reação é caracterizada pelo espessamento da membrana articular sinovial, com deformações articulares, característica comum da sinovite crônica. A resposta inflamatória envolvida na osteoartrite induzida pela pararama será estudada em modelo de cultura 3D. Este modelo nos permite reproduzir de maneira similar o microambiente das articulações, uma vez que diferentes tipos celulares podem ser co-cultivados, como os condrócitos, osteócitos e fibroblastos. As células do sistema imunológico também podem ser adicionadas a estes modelos, permitindo o estudo de seus papéis na patogênese da osteoartrite. As culturas serão estimuladas com toxinas da P. semirufa e a expressão de produção de moléculas envolvidas com a inflamação será avaliada. O estudo das vias de sinalização envolverá diferentes ensaios, como uso de inibidores específicos e marcação intracelular de moléculas sinalizadoras que serão analisadas por citometria de fluxo e microscopia confocal, incluindo ensaios de localização e rastreamento. Este estudo permitirá a identificação de novas moléculas sinalizadoras envolvidas com a resposta inflamatória, possíveis novos alvos para o desenvolvimento de fármacos anti-inflamatórios específicos para o tratamento de osteoartrite.

Irina Kerkis

Investigando o efeito de toxinas na osteoclatogênese e ativação de linfócitos: buscando alvos terapêuticos.
Ana_Team

Os venenos contem substâncias denominadas peptídeos penetrantes nas células (PPCs). Esses peptídeos apresentam especificidade por células em proliferação, interagindo com diferentes alvos celulares. Nos últimos anos, descobertas de sucesso revelaram que esses peptideos tem um potencial terapêutico marcante. Apesar disso, a utilização desses peptídeos é limitada em virtude de sua baixa especificidade por um tipo celular único ou organela intracelular. O nosso grupo caracterizou anteriormente um PPC com ação inibitória seletiva um subtitpo de canal de potassio, amplamente expresso em linfócitos T humanos. Uma vez que esse PPC regula o potencial de membrana e induz aumento no influxo de cálcio, se tornou um alvo terapêutico promissor para o tratamento de doenças inflamatórias ou distúrbios do sistema imune. Sabe-se que substâncias que alteram os níveis de cálcio intracelular regulam a diferenciação e a função de osteoclastos. Assim, essas substâncias podem, portanto, se tornar fármacos promissores para o remodelamento ósseo. Assim, a o objetivo deste grupo é investigar as bases moleculares da diferenciação e ativação de osteoclastos, utilizando PPCs e outras moléculas, avaliando suas atividades sobre as via intracelulares relacionadas a doenças inflamatórias.

Olga Célia Martinez Ibañez Team

Linhagens de camundongos geneticamente selecionados (AIRmax/AIRmin).
Olga_Team

As linhagens AIRmax e AIRmin de camundongos fenotipicamente selecionados para máxima e mínima resposta inflamatória aguda (AIR) induzida por beads de poliacrilamida (Biogel), divergem amplamente na suscetibilidade à artrite induzida por Pristane (PIA). PIA é um modelo animal experimental para artrite reumatoide devido ao atraso no início da cronificação, à ativação da resposta imune frente à reatividade cruzada entre antígenos de microbiota e à dependência de fatores genéticos e ambientais. Um estudo comparativo utilizando ferramentas de bioinformática avaliando a expressão de genes globais de camundongos e humanos com artrite (trascriptoma) revelou um enriquecimento semelhante das principais vias moleculares da artrite tanto em camundongos AIR quanto em humanos. O modelo foi validado para ensaios in vitro com compostos selecionados pelo CENTD. A determinação de mediadores circulatórios envolvidos no modelo de PIA: enzimas, metabólitos, fator reumatoide, citocinas/quimiocinas e anticorpos anti peptídeos citrulinados e o estabelecimento da cultura de células sinoviais in vitro de camundongos AIRmax e AIRmin está em andamento, e será útil para definir as leituras a serem utilizadas para marcadores do efeito de compostos selecionados, in vivo e in vitro.

Yara Cury Team

Mecanismos moleculares da dor na artrite: identificando novos alvos para o desenvolvimento de fármacos.
Yara_Team

A dor na osteoartrite (OA) é um sintoma complexo multifatorial e os mecanismos exatos envolvidos na gênese da dor crônica nesta patologia continuam pouco compreendidos. Desta maneira, com o intuito de investigar os mecanismos moleculares da dor na OA e identificar novos alvos envolvidos nesse fenômeno, nosso grupo está propondo pela primeira vez um modelo in vitro de dupla co-cultura em 3D. Este modelo em 3D envolve uma cultura esferóide neuronal e a mimetiza um microambiente de cartilagem feito com gel de colágeno e tripla linhagem de células da articulação, na tentativa de reproduzir as condições o ambiente articular in vivo. Para mimetizar uma das condições que geram OA, que é o envelhecimento, as células serão incubadas com um colágeno glicado e os pontos relacionados à dor serão investigados. Após a padronização dos ensaios in vitro, nosso objetivo é utilizar este modelo para o estudo de novas moléculas indutoras de OA para serem caracterizadas pelas demais equipes de pesquisa, bem como para estudar possíveis novas moléculas anti-OA. É importante ressaltar que a utilização de modelos in vivo serão necessários para a validação de novos alvos ou fármacos anti-OA.

Equipe de pesquisadores

Adriana de Costa Neves
Alvaro Rossan B. P. Da Silva
Ana Marisa Chudzinski-Tavassi
Ana Tung Ching Ching
Andrea Borrego
Aurora Cianciarullo
Bárbara Athayde Vaz Galvão da Silva
Carla Cristina Squaiella Baptistão
Carlos de Ocesano Pereira
Carlos Eduardo Madureira Trufen
Carolina Pereira Liauw
Catarina de Fatima Pereira Teixeira
Cristina Maria Fernandes
Denise Vilarinho Tambourgi
Eduardo Osorio Frare
Eduardo Shigueo Kitano
Elbio Leiguez Junior
Fabio Carlos Magnoli
Fernanda Faria
Fernanda Maria Aparecida Moura Chianca
Flavio Lichtenstein
Gisele Picolo
Giselle Pidde
Giuliana Gaggini Rondon
Giuliano Bonfá
Heleusa Sampaio Moura
Hugo Vigerelli de Barros
Irina Kerkis
Isabel de Fátima Correia Batista
Isadora Maria Villas Boas
Janice Onuki
Jaqueline Mayara de Araujo
Jean Gabriel de Souza
Jose Ricardo Jensen
Juliana M. Sciani
Kátia Luciano Pereira Morais
Luciene Maria Zanchetta
Marcelo De Franco
Mariana do Nascimento Viana
Mauricio Barbugiani Goldfeder
Michelle Cristiane Bufalo
Miryam Paola Alvarez Flores
Nancy Starobinas
Olga Célia Martinez Ibañez
Orlando Garcia Ribeiro
Priscila Hess Lopes
Rafael Marques-Porto
Rosana de Fatima Shoji
Vanessa Moreira
Vanessa Olzon Zambelli
Viviane Barboza Portas
Wafa Hanna Koury Cabrera
Yara Cury